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terça-feira, 5 de maio de 2009

Gestão de carreiras

A importância do feedback

"Ver-se por meio do outro pode ser um bom caminho para o seu
desenvolvimento e crescimento profissional"
Marta Campello-Professora da Fundação Dom Cabral

Emprego novo, funções mais desafiadoras no trabalho, liderança nova na
equipe e outras mudanças em busca de melhores resultados... Esses são
alguns exemplos de situações que estão na pauta de profissionais de muitas
organizações. Mas será que você está dando conta dos novos desafios?

Para responder a essa pergunta, saiba que existe uma importante prática de
gestão que, quando bem conduzida, pode trazer resultados muito positivos
para a organização e o profissional. É pelo feedback que a chefia dá
retorno aos funcionários sobre seu desempenho com o objetivo de aprimorar
as competências e direcionar o desenvolvimento de sua equipe.

No entanto, recentemente, realizei uma pesquisa para conhecer a percepção
dos funcionários sobre o feedback e pude observar que muitas pessoas ainda
o encaram como uma prática que se restringe a críticas, correções e
“puxadas de orelha”, sendo temido e visto como um instrumento contrário ao
que deveria ser.

Como o elogio, quando feito, acaba sendo de forma espontânea, o feedback
se torna um momento mais formal em que, na maioria das vezes, apenas as
questões mais críticas ou os pontos a melhorar são considerados. Até
porque a própria chefia prefere algumas vezes a zona de conforto, adiando
as críticas e demais ponderações de mudanças em relação ao trabalho dos
funcionários.

Essa também é uma questão cultural brasileira, já que costumamos misturar
nossa vida pessoal com a profissional, confundindo papéis e evitando
avaliar o desempenho dos profissionais com os quais nos relacionamos. Mas
o bom gestor deve saber “fazer o tempero certo”, buscando um equilíbrio
saudável entre a crítica e o elogio.

Porém, é somente a mudança de prática de quem dá e quem recebe o feedback
que se poderá mudar essa percepção. Quando bem realizado, pautado em
afirmações ponderadas, justas e sérias, o feedback tende a ser visto com o
objetivo de contribuir para o desenvolvimento do outro. O bom feedback é
aquele que faz você pensar e depois mudar.

Enquanto profissional em busca de crescimento e novas oportunidades, você
também deve aprender a pedir feedback e estar preparado para ouvir coisas
que nem sempre serão agradáveis. É importante que não se crie uma
reatividade negativa, já que, ao contestar sempre o que lhe dizem, você
está ampliando sua “área cega”: não ouve, não reconhece erros, não cria
condições para a mudança nem abre espaço para o novo.

Além disso, ao propor para a sua chefia uma prática de feedback mais
direcionada e rotineira, esse processo acaba se tornando um “combinado”
implícito da chefia com os seus funcionários, a partir do que denominamos
contrato psicológico. Por um lado, o chefe deixa a porta sempre aberta e,
por outro, o funcionário passa a não se assustar quando chamado para uma
apreciação do seu desempenho. Ou seja, o feedback incorpora-se à rotina da
organização.

Outro ponto importante é que o feedback pode ser colocado em prática pelo
funcionário até mesmo com os próprios colegas de trabalho. É importante
que se crie um ambiente de colaboração e compartilhamento de ideias e
ações.

É comum ouvir nas organizações que “o chefe não sabe dar feedback” ou que
“a turma não sabe receber feedback”. Para acabar com essa divergência é
importante refletir: o quanto facilito e o quanto dificulto o processo de
feedback? Ou o quanto você tem dado ou recebido feedback?

Por fim, encare o feedback como um espelho. Quando nos vemos somente pelo
nosso próprio espelho, nosso olhar fica muito próximo a nós mesmos e não
conseguimos fazer as distinções necessárias. Ver-se por meio do outro pode
ser um bom caminho para o seu desenvolvimento e crescimento profissional.

Contato: www.fdc.org.br ou pelo e-mail imprensa@fdc.org.br

Fonte: Estado de Minas, 26/04/2009

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Mercado de trabalho

Escolha a sua atitude

"Todas as pessoas querem alguma mudança na vida, mas muitas não fazem
absolutamente nada para que isso ocorra. Ficam só na vontade"
Joyldson Gouvêa

Psicólogo, palestrante, instrutor de gestão de pessoas do Senac Minas

Em um mundo cada vez mais competitivo, com pessoas mais qualificadas no
mercado de trabalho, o conhecimento é necessário e importante, mas não é
mais suficiente para conseguir um emprego, se manter ou ser promovido no
trabalho. As empresas querem para fazer parte das suas equipes, além de
pessoas qualificadas, pessoas entusiasmadas, mas não só na hora de
conseguir o emprego ou nos meses de experiência.

O filme Peixe, usado em treinamentos, descreve quatro passos para as
pessoas poderem trabalhar felizes e também fazer as outras pessoas
felizes. O primeiro passo é brincar: trabalhar de maneira alegre, com
entusiasmo e bom humor. O segundo é alegrar o dia das pessoas: procurar,
por meio do trabalho, fazer as pessoas felizes, “tirar” um sorriso delas.
O terceiro é fazer-se presente: olhar nos olhos, cumprimentar, dar um
bom-dia, boa-tarde, tudo isso com um sorriso sincero e verdadeiro.

E o quarto passo é escolher a sua atitude: no filme há um depoimento que
diz: “Não gostaria de acordar às 5h45, mas já que tenho que levantar,
procuro fazer do meu dia e, consequentemente, do dia das pessoas o mais
agradável possível. Se eu vou passar o dia com bom ou mau humor, a escolha
é minha”.

Mas o que muitas vezes vejo são pessoas trabalhando com a cara tão
fechada, tão chateada, com tanto mau humor, que me pergunto: Será que elas
quando vieram procurar o emprego estavam assim?

Sei que muitas dessas pessoas não chegaram no trabalho assim, chegaram com
a bola cheia, cheias de gás, de energia, de alegria e entusiasmo, mas com
o passar do dia, da semana, do mês ou dos anos, os “bolas murchas” foram
esvaziando esse “gás”. O palestrante Daniel Godrin diz que “os bolas
murchas não querem encher o balão deles, querem é esvaziar o seu”. E o
pior é que a gente deixa. Em todo lugar existem “bolas murchas”, aqueles
que só reclamam, que focam nos problemas, os que torcem contra.

Todas as pessoas querem alguma mudança na vida, mas muitas não fazem
absolutamente nada para que isso ocorra. Ficam só na vontade. Lembre-se de
que vontade sem ação é ilusão, mas vontade com ação é realização. A sua
vida muda quando você muda. São suas atitudes que levam você às mudanças
desejadas.

Alguns líderes, diretores, supervisores ou coordenadores vivem
queixando-se de que não sabem mais o que fazer para motivar sua equipe,
que alguns membros não são comprometidos, que precisam ficar “cobrando”.
Muito disso realmente é verdade, mas também cabe ao líder, antes de querer
liderar os outros, procurar liderar primeiro a si mesmo. O líder necessita
ser o exemplo daquilo que espera do grupo. “Nada daquilo que o líder
disser será mais importante do que aquilo que ele fizer.”

O líder deve tratar as pessoas de maneira educada e respeitosa, deve
reconhecer, incentivar e elogiar o trabalho das pessoas e assim ele estará
verdadeiramente colaborando para motivar sua equipe. Portanto, em um mundo
com tantas mudanças, não dá mais para pensar e agir como antes, e isso se
aplica às empresas, aos líderes, às pessoas e às equipes, pois o preço da
estagnação é vermos a banda passar.
Pense nisso e escolha a sua atitude.

Contato: joyldson@oi.com.br

Fonte: Estado de Minas, 26/04/2009

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Desafio para as organizações

“Confiar é acima de tudo aceitar que as pessoas digam a verdade e que
sejam autênticas no que falam, nas críticas que apresentam e na forma como
discordam"

Márcio Campos - Professor e gerente de projetos da Fundação Dom Cabral

O ideal burocrático da gestão de empresas provedor de pessoas dependentes,
acomodadas e, portanto, "controláveis" mostrou-se ineficaz como produtor
de resultados. Isso fez com que, a partir do fim da década de 1990, as
organizações empresariais buscassem pessoas que tomassem a iniciativa e se
responsabilizassem por suas decisões.

Iniciou-se assim a caça a um “novo” profissional, profundamente
comprometido com a organização, possuidor da clara noção de
interdependência e multifuncionalidade dos papéis, mas não dependente da
aprovação afetiva de seus superiores hierárquicos.

Por outro lado, por razões de racionalidade econômica, as empresas estão
cada vez mais enxutas e, diante disso, precisam se tornar mais
participativas em seus modelos decisórios. Porém, ter que lidar com
pessoas independentes ou, até mesmo, empreendedoras é o grande desafio que
as organizações têm hoje, já que precisam praticar um modelo sobre o qual
têm pouca ou nenhuma experiência.

Em geral, a maioria das pessoas – gestores ou não – foi condicionada a
obedecerem outras com poder sobre elas. Essa expressão de dependência,
apesar de necessária nos primeiros anos de vida, pode tornar-se um grande
problema se nos acompanha por um período mais longo.
Pode resultar, por exemplo, na formação de profissionais que carecem ou
dependem que os outros lhes digam qual o rumo se deve tomar, colocando
seus desejos e sonhos nas mãos dessas outras pessoas. O preço que se paga
pela dependência é a própria sensação de impotência, ou seja, a espera
permanente de alguém que nos dê instruções e orientações sobre o que fazer
e como agir.

Paradoxalmente, não há como dar autonomia às pessoas. Poder e autonomia
são conquistas que decorrem de fazer escolhas e correr riscos, portanto,
não podem ser concedidas. Assim, uma gestão efetiva de recursos humanos
nas empresas se instala no estabelecimento da confiança e,
consequentemente, na qualidade das relações interpessoais.

Confiar é acima de tudo aceitar que as pessoas digam a verdade e que sejam
autênticas no que falam, nas críticas que apresentam e na forma como
discordam. Porém, as pessoas só confiam quando são suficientemente
informadas, têm fatos e dados disponíveis nos quais possam se basear para
tomar decisões e se sentem confortáveis em compartilhar e disponibilizar
informações.

Não há solução mágica: o gestor precisa, constantemente, discutir sua
visão, estabelecer metas, acompanhar resultados, ouvir o que as pessoas
têm a dizer sobre sucessos e insucessos. É preciso também lidar com o erro
de forma pedagógica, aprender a fazer críticas adequadamente e suportar
ser criticado, refletindo sobre o que o outro diz sem atitudes defensivas.

Muitas tentativas de ampliar o grau de responsabilidade das pessoas não
foram bem-sucedidas, especialmente quando a autoexpressão foi negada. O
medo pode configurar ambientes em que os dirigentes só sabem o que
verdadeiramente se passa na organização se ouvirem, sem serem percebidos,
o que as pessoas dizem nos corredores ou fora da empresa.

Se as pessoas aprenderam a esconder o que realmente pensam, temendo
discordar, incomodar ou sofrerem represálias passam a mentir e omitir,
evitar opinar ou propor alternativas criativas. Dilemas e conflitos fazem
parte das organizações e, em vez de evitá-las ou sufocá-las, é essencial
dar espaço para o diálogo aberto.

Por fim, vale ressaltar que o comprometimento decorre de uma motivação
intrínseca que vai além do talento, da intenção ou do empenho. Decorre do
envolvimento, compromisso e motivação que permitem mesmo em momentos
difíceis, como a crise que ora experimentamos, chegar ao fim sem
desanimar.

Contato: www.fdc.org.br ou pelo e-mail imprensa@fdc.org.br

Estado de Minas, 19/04/2009

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Secretária: O braço direito da empresa

Pesquisa aponta secretária executiva como diferencial

Estudo da PUCRS destaca desafios impostos pelo mercado atual e revela perspectivas na Capital e região

O "braço direito" do gestor ou da direção da empresa, a secretária executiva é hoje um diferencial no mundo dos negócios. A conclusão foi obtida no estudo "O novo perfil da secretária executiva", realizado pelo Núcleo de Pesquisas da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia (Face) da PUCRS, que entrevistou 102 profissionais de recursos humanos e executivos e 204 secretárias executivas atuantes em empresas de Porto Alegre e região. O levantamento apontou desafios para a profissão, como a importância de ter conhecimentos de gestão, marketing, finanças, recursos humanos, línguas e informática. No entanto, também foi revelado um mercado promissor, que apresenta crescimento de vagas e estabilidade (impulsionada principalmente pelo compartilhamento de informações sigilosas).

"A profissional é vista pelos executivos como uma assessora. É fundamental ter domínio de informática, línguas, saber falar ao telefone e marcar reuniões, mas hoje é preciso também entender a administração da empresa. Antes de entregar uma planilha, por exemplo, a secretária executiva pode fazer suas próprias considerações sobre o assunto", observa a professora Mirelle Beulke, coordenadora da pesquisa e do bacharelado em Secretariado Executivo da PUCRS.

O setor de serviços despontou como o principal ramo de atuação das secretárias executivas (entre 75% e 80%, nos resultados das entrevistas com os executivos e com as secretárias, respectivamente), seguido da indústria e do comércio. A maior parte das profissionais também está em empresas de grande porte (entre 43% e 44% em organizações com mais de 500 funcionários). Outro resultado importante é que a graduação na área é que mais garante a colocação, pois 63,7% das secretárias entrevistadas são formadas em Secretariado Executivo, em seguida estão as oriundas das graduações de Letras (9%) e de Administração de Empresas (5,5%).

A pesquisa foi realizada em 2003 com o objetivo de conhecer evoluções no mercado e as características consideradas mais importantes para o profissional atual. Com base nos resultados, a PUCRS reestruturou seu próprio curso de graduação, buscando preencher as lacunas identificadas. O bacharelado passou sua vinculação da Faculdade de Letras para a Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia e foi estruturado em três anos e de duração. Para reforçar a prática, os alunos desenvolvem projetos em empresas e participam de seminários e atividades que ampliam a visão do contexto empresarial. A universidade oferece também especialização em Secretariado Executivo.

Fonte: PUCRS

http://www.universia.com.br/html/noticia/noticia_dentrodocampus_bdaai.html
http://superdownloads.uol.com.br/busca/secretaria.p2o2.html

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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como encontrar um melhor lugar pra deixar o filho.

Acabou a licença maternidade. E agora?

Saiba qual é a melhor opção para deixar o seu filho quando chegar a hora de voltar ao trabalho
Por Glau Gasparetto

Situação
Nem todas as profissões permitem que você continue trabalhando de sua própria residência, mas não custa testar as possibilidades para poder ficar mais com os filhos. Mas, mesmo trabalhando em casa...

O que fazer?
Respeite os horários pré-estabelecidos. Ao programar que vai trabalhar, não fique tentando resolver problemas da casa. E vice-versa.
É importante seguir o relógio: se planeja ficar com os filhos durante a manhã, não arrume atividades referentes à profissão que atrapalhem seu objetivo.
Filhos mais velhos podem ajudar, sim senhora! Mesmo que seja para preparar o lanche da família enquanto você está resolvendo um problema profissional ou fazendo o bebê dormir. Dividir responsabilidades faz com que eles se sintam úteis e envolvidos com o cotidiano da casa.

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Dinheiro - Como economizar?

Não caia nas armadilhas do supermercado

Conheça os truques que te fazem gastar mais na hora das compras e economize um bom dinheiro



Ambiente aconchegante

O principal objetivo de um supermercado é ser um ambiente de onde os consumidores não queiram sair. Por isso, as cores e a temperatura são agradáveis. Assim como a disposição dos corredores, que fazem com que você ande mais (e, portanto, bata o olho em outros produtos). Vale reparar também como as lojas nunca contam com janelas ou relógios: nada, afinal, deve desviar a atenção das gôndolas

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Formação técnica abre portas para o mercado de trabalho

Uma das formas de encurtar o caminho para conseguir um trabalho é investir em cursos técnicos de nível médio, que aliam teoria e prática, entre outras vantagens

por Daniele Maia

Há vários atalhos para ingressar no mercado de trabalho. Mas, certamente, um dos mais populares – e que apresenta melhor resultado – é concluir o ensino médio técnico.

Com um diploma desses na mão, as chances de conseguir uma vaga numa empresa se multiplicam. Os dados oficiais comprovam. “A empregabilidade desses técnicos tem sido muito grande! Na rede federal, chega a 90%”, atesta Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC).

Se você acha que essa modalidade serve apenas para quem está freqüentando o ensino médio ou não passou muito dos 20 anos, reveja seus conceitos.

Para alguns especialistas, o ensino técnico tem atraído jovens, pessoas que “querem obter uma profissão para ajudar nas despesas da casa”, conforme avalia Nádia Villela de Almeida Rêgo, coordenadora técnica da vice-presidência educacional da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (Faetec-RJ).

Mas tem sido procurado também por quem quer mais qualificação para abrir novas portas e conseguir outras oportunidades. E não faltam áreas para se aventurar. Para o MEC há 19, que vão de saúde, comunicação e gestão a turismo e informática.

E, dentro delas, há milhares de cursos em todo o país! Se você ficou interessada e não quer arcar com a mensalidade das escolas particulares, pode estudar de graça em uma instituição federal ou estadual.

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A história de Rejane Pansiera - Secretária da presidência do Grupo Elektro


O que é mais importante para ser uma secretária bem-sucedida? Vestir-se bem, ter boa aparência, ser extrovertida? Na opinião de Rejane Pansiera, secretária da presidência da Elektro Eletricidade e Serviços, quarta maior distribuidora de energia do Estado de São Paulo, estas carcterísticas são importantes sim, mas o fundamental é ter um bom relacionamento com todos os colaboradores da empresa. Em segundo lugar, vem a atitude e desempenho do chefe. "Se você se considera uma excelente secretária, boa parte do seu desempenho pode ser pelo fato de você trabalhar com um excelente executivo. Uma coisa leva a outra", acredita a profissional.


Rejane fala com conhecimento de causa. Seu chefe é o presidente da empresa, Orlando González, e sem dúvida é o grande incentivador do seu desenvolvimento e crescimento profissional. Ela já trabalha com o executivo há nove anos, pois atuou com ele quando ambos ainda trabalhavam em outra empresa, a International Paper. Hoje, Rejane é responsável por toda a agenda pessoal do presidente, pagamentos, agendamento de reuniões e eventos e assessoria aos executivos estrangeiros que vêm para reuniões ou mesmo visitar a empresa. "Uma das muitas responsabilidades da secretária é filtrar as informações, para aliviar o trabalho do chefe e evitar que não cheguem até ele coisas que não interessam, não são estratégicas ou mesmo devem ser repassadas para outro departamento. Neste aspecto, considero essencial conhecer a empresa como um todo e saber delegar as responsabilidades para as pessoas certas. A secretária de hoje é muito estratégica, eu decido muitas coisas que nem chegam a passar por ele. No meu caso, é uma parceria de muito sucesso", assegura ela.


As mudanças no perfil da secretária foram muitas, e Rejane soube como se adeqüar e se atualizar frente ao novo papel que o mercado exige, que em muitos casos faz com que ela atue mais como uma gerente de informações do que como secretária propriamente dita. "Quando comecei na profissão a secretária era um enfeite, estava ali apenas para receber ordens e executar atividades meramente operacionais, como atender ao telefone, passar fax, tirar xerox e ir ao banco. Hoje vejo que a profissão mudou porque o mercado também mudou. Os próprios executivos não trabalhavam tanto como hoje, e à medida que aumentaram as responsabilidades deles, a atuação das secretárias também cresceu, não só em quantidade como em qualidade", diz ela.


Já que a secretária cuida de decisões mais estratégicas, quem fica responsável pelo trabalho operacional - que precisa ser feito, de qualquer maneira? No caso de Rejane, há uma assistente - que entrou na empresa muito jovem e foi treinada pela secretária executiva - que dá conta destas tarefas. Além da assistente, Rejane ainda supervisiona os horários do motorista do presidente.


Perguntada sobre o perfil que a pessoa precisa ter para ser uma boa secretária, Rejane dispara a seguinte pergunta: "Você nasceu para ser secretária?" Segundo ela, é preciso um pouco de vocação, muito profissionalismo e ética e algumas competências técnicas e comportamentais para ser uma profissional de sucesso. Confira os pré-requisitos fundamentais, na opinião da profissional:



*Goste do que você faz - isso é premissa básica em qualquer profissão e também no secretariado;
*Conheça o negócio da empresa e os segmentos em que ela atua;
*Saiba se adeqüar ao mercado. Os principais executivos das empresas quase nunca têm tempo disponível para as férias. Portanto, quando todos estiverem descansando, pode ser que você tenha que estar ao lado dele trabalhando;
*Tenha muito jogo de cintura e flexibilidade, para fazer várias coisas ao mesmo tempo, saber delegar responsabilidades ou mesmo tomar decisões sem a presença do chefe;
*Esteja sempre aberta a aprender novas tecnologias e formas de organizar as informações. Hoje em dia é quase tudo feito pelo computador, é preciso aceitar esta realidade;
*Ser boa profissional é diferente de ser uma profissional boa. Ainda tem profissionais que usam a beleza para ganhar espaço, mas a tendência é olhar cada vez para o profissionalismo. A beleza vem apenas como um acréscimo.


Rejane tem muitos planos para o futuro. Um deles é continuar como secretária da presidência na Elektro. Para quem pensa que se aposentar como secretária é pensar pequeno demais, Rejane responde: "Muitas pessoas olham de maneira errada para o cargo de secretária. Eu acredito que o importante é você saber crescer na profissão e ser reconhecida pelo seu trabalho. O que muda é a função, a responsabilidade, e não a profissão em si", esclarece ela, feliz e realizada.


(por Camila Micheletti, colunista do site empregos.com.br)

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Muito mais do que secretárias

Nova fase da área secretarial aumenta oportunidades no mercado
Fazer e servir cafezinho, arquivar documentos, atender telefones, enviar telegramas...do estereótipo clássico que marcou as secretárias durante muito tempo, restaram apenas algumas piadas preconceituosas. Aos poucos, estas profissionais foram conquistando seu espaço no mercado de trabalho e, finalmente, o mundo começou a enxergar o Secretariado Executivo com outros olhos. Assim como os próprios executivos, estas personagens estão se tornando cada vez mais importantes para as organizações de todos os setores.
Esta valorização profissional tem contribuído muito para o crescimento e desenvolvimento da área. Se antes as secretárias eram tidas como 'babás' dos executivos, hoje suas funções foram transformadas e ampliadas. "As tarefas não são mais de apoio e sim de complementação das atividades. Esta profissional é uma assessora, gerenciadora de informação, de serviços e pessoas", explica a coordenadora do curso de Secretariado Executivo da Universidade Metodista de São Paulo, Ana Maria Martins.
Esta característica multifuncional tem atraído os olhares de diversos setores. Por isso, o campo de atuação da secretaria está cada vez mais amplo. Os profissionais de secretariado podem atuar tanto em empresas públicas e privadas, como nas organizações de pequeno, médio e grande porte. "As secretárias executivas são formadas para trabalhar na gerência, diretoria, vice-presidência e presidência destas companhias", conta Ana Maria. Além disso, o mundo acadêmico vem abrindo espaços ainda maiores para os recém-formados.
Em geral, os estudantes conseguem ingressar na área antes mesmo de concluir a graduação. Mas não é tão simples quanto pode parecer. "O mercado tende a ser estável, principalmente por ser um cargo de confiança onde a rotatividade é muito baixa", assegura a gerente da Task Force, uma divisão da Gelre - empresa especializada em recrutamento e seleção de profissionais -, Vera Modolo.
E mais: a concorrência, como em outras áreas, também é um problema crescente no Secretariado Executivo. Por isso, o mercado de trabalho é cada vez mais exigente. "Não basta ter diploma. É preciso ter conhecimentos de administração de empresas, informática e idiomas. Além disso, eficiência, serenidade, simplicidade, capacidade de decisão e organização, criatividade, iniciativa e competência são requisitos básicos para estas profissionais", alerta Vera.
Todas estas mudanças também contribuem muito para a melhoria da remuneração destas profissionais. "Justamente por serem cargos de confiança, os salários são muito altos, se comparado com as demais áreas do conhecimento", afirma Ana Maria. A coordenadora afirma que os salários de recém-formadas variam de R$ 1.600 a R$ 3.000.
Esta transformação pela qual a profissão secretarial está passando tem contribuído para aumentar a procura por formação superior na área e, conseqüentemente, para a criação de novos cursos. Segundo levantamento feito pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), existem, atualmente, 74 cursos de Secretariado Executivo no Brasil. O total de matrículas anuais é de 6.965, contrapondo-se bastante ao número de concluintes, 1.159. (Clique aqui e conheça mais sobre o curso).

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Secretária: Profissão que não sai da moda

A equipe do jornal virtual Carreira & Sucesso recebeu dezenas de mensagens de pessoas interessadas em conhecer mais detalhes a respeito da carreira de secretária/secretário. Para não deixar esses leitores sem resposta, a repórter Ana Paula Ruiz trabalhou nesta reportagem, para fazer um balanço da carreira e de suas perspectivas no mercado de trabalho.
Agenda, reuniões, aniversários, e-mail, telegramas, eventos, encontros e viagens. São palavras que, com certeza, fazem parte da vida diária do profissional que tem como função auxiliar grandes executivos de empresas de médio ou grande porte. O Secretariado realmente é um mercado de trabalho que já existe há muito tempo e que, mesmo com o advento da tecnologia, não deve sumir tão cedo dos cadernos de empregos.
Secretária é aquela funcionária que cuida do dia-a-dia de um executivo, da sua agenda, de seus telefonemas, suas correspondências e muitas vezes resolve problemas que aparentemente nem seriam da sua função.
Ana Cláudia Scorcelli é secretária dos Diretores de Atendimento e de Criação da Agência de Publicidade QG Comunicação e conta que não só em seu emprego atual, mas em todos que já teve, sempre acaba resolvendo problemas pessoais de seus superiores. "Quem paga as contas pessoais, organiza viagens de lazer ou manda flores para amigos e familiares em datas especiais somos nós, as secretárias".

TER OU NÃO TER É A QUESTÃO
Muitas vezes a secretária não é exclusiva de uma só pessoa, mas sim trabalha para determinado setor da empresa, como a entrevistada Ana Cláudia, e aí a carga de trabalho é ainda maior. Pesquisas realizadas pelo Grupo Catho em agosto de 1997 com 1.356 executivos de todo Brasil mostram que os presidentes de empresas são os mais voltados a ter uma profissional que atenda somente às suas necessidades: 63,38% têm uma secretária executiva exclusiva. Cerca de 35% dos profissionais de alta gerência, como presidentes, diretores e gerentes, não têm apoio nenhum.
Arcione F. Viagi, Consultor de Marketing do Grupo Votorantim, faz parte destes 35%. "Faz mais de 10 anos que não tenho uma secretária exclusiva e sempre acabando pedindo ajuda para as secretárias de outros executivos da minha empresa". Hoje, no Grupo Votorantim, existe uma secretária para cada unidade e os funcionários se acostumaram a cuidar eles mesmos das suas viagens, suas agendas e suas reuniões.
O proprietário da Construtora Moraes Sampaio, Octaviano de Moraes Sampaio Neto, tem uma secretária que não é exclusiva, e não consegue imaginar sua rotina de trabalho sem ela. "Tenho comigo uma pessoa muito competente e acho que fica muito mais fácil organizar meu trabalho com a ajuda dela", justifica. Na construtora, a secretária acaba auxiliando todos os funcionários e Octaviano acha que essa ajuda faz com que as pessoas planejem melhor como vai ser o seu dia de trabalho.

O PERFIL DA SECRETÁRIA IDEAL
Umas das primeiras exigências que costumam ser feitas durante entrevistas de emprego, com este tipo de profissional, é boa aparência e facilidade de comunicação. São dois requisitos básicos, uma vez que este profissional irá ter contato com todos os clientes,
amigos e familiares do profissional ou equipe para quem irá trabalhar.
Na opinião da secretária Ana Cláudia, gostar da profissão é a primeira coisa que deve ser levada em conta. "Também deve ser uma pessoa dinâmica, comunicativa, atualizada e responsável", complementa.
Octaviano, da Construtora Moraes Sampaio, coloca o gosto pela profissão também como prioridade e completa: "Tem que ter organização, educação, bom humor, honesta, ter jogo de cintura para escapar dos imprevistos e estar sempre bem vestida".
Hoje, o perfil dos executivos é de pessoas que se preocupam com a aparência e que se valorizam. Por exemplo, outros dados estatísticos levantados pelo grupo de pesquisa Catho em 1998 com 557 executivos brasileiros mostraram que 54% deles acham importante ter um corpo esbelto, mais de 46% reparam em uma pele bem cuidada e 50% querem trabalhar e ter contato com pessoas bem vestidas.
E mais: 43,38% consideram importante ter uma boa aparência para ser mais bem aceitos em encontros sociais – e para 41,88% a regra também funciona no ambiente de trabalho. Causar boa impressão aos clientes é fundamental para mais de 48% dos executivos e conseguir uma promoção pode depender da vestimenta para mais de 40,5%.
Arcione, do Grupo Votorantim, já teve secretária ao longo de sua carreira e acha que o ideal é que seja um profissional, homem ou mulher, que conheça um pouco do mercado da empresa onde vai trabalhar, tenha muita paciência para se relacionar com outras pessoas, seja uma pessoa discreta e muito ágil. "O tempo em que a secretária tinha que ser somente uma bela mulher, independentemente de sua competência, já passou. Hoje ela complementa as atividades do seu superior, e para isso precisa ter capacidade". Ele acredita que as secretárias se sentem profissionais mais realizadas quando desempenham funções importantes para a empresa, como planejamento, por exemplo, do que quando ficam apenas atendendo telefone e organizando agendas. "Na minha opinião, o papel da secretária não é pagar contas e nem mandar flores", afirma o consultor.
Ele cuida de suas próprias viagens e reuniões, mesmo aquelas que envolvem muitas pessoas, mas admite que só consegue se organizar com a ajuda do computador. "Tenho certeza de que um executivo que tem uma secretária tem muito mais suporte do que eu".
Para Octaviano da Moraes Sampaio, a secretária também é uma profissional que pode e deve fazer muito mais do que contatos telefônicos e agendas. "Eu mesmo cuido das minhas viagens e passagens, pois tenho certeza de que a empresa precisa muito mais do trabalho da nossa secretária do que eu para esse tipo de tarefa, por exemplo", afirma.

O QUE É PRECISO ?
Conhecimento de informática e boas noções de texto são também recomendáveis. A vivência e um bom currículo ajudam também na conquista de uma vaga. Alguns cursos podem ajudar.
Para ser uma secretária executiva é exigido, no mínimo, fluência em um idioma, preferencialmente o inglês, domínio de informática e outros cursos de apoio. O que diferencia uma secretária júnior, encontrada no mercado com mais facilidade, de uma secretária executiva, é justamente seu currículo, seu conhecimento em línguas, em informática e o número de cursos já feitos.
Há sete anos a categoria obteve a conquista de um registro na Delegacia Regional do Trabalho – DRT, que pode ser solicitado com o certificado tanto do curso superior quanto do curso técnico. A diferença é que o registro sai ou como Secretária Executiva para quem fez o curso superior ou Técnica em Secretariado para quem faz o curso
técnico.
A própria secretária da Agência de Publicidade QG Ana Cláudia conta que não tem nenhum dos dois cursos, mas acha que, como em toda carreira, cursos são sempre importantes. "Inglês e espanhol são fundamentais, assim como bons conhecimentos de informática. Também costumo estar sempre atualizando meus conhecimentos com cursos da área em que estou trabalhando".
Para o proprietário da Moraes Sampaio, cursos nunca são demais em nenhuma profissão, principalmente os superiores. "Informática no mundo atual é mais do que fundamental e cursos de idiomas num mundo globalizado como o nosso virou item obrigatório em currículos".

ALGUMAS SUGESTÕES DE CURSOS EM SÃO PAULO:
Curso superior de Secretariado Executivo Bilíngüe
Universidade Anhembi Morumbi/Vila Olímpia
O curso tem duração de três anos e tem como objetivo preparar os inscritos para trabalhar em empresas de qualquer porte, de maneira empreendedora, como assessor de informações, influenciando na tomada de decisões e em negociações nacionais e internacionais.
As principais disciplinas do curso são: Inglês, Espanhol, Técnicas Secretariais, Administração e Informática.
O telefone para informações é (0xx11) 821-9020.

Curso técnico em Secretariado
SENAC
/Santo Amaro
Este curso tem a duração de um ano, o que possibilita que depois a pessoa vá fazendo outros cursos a fim de adquirir algumas especializações. Algumas disciplinas que fazem parte do conteúdo do curso técnico são: Informática Aplicada, Comunicação Empresarial, Ética, Legislação Trabalhista e Comportamento Profissional.
O telefone para informações é o (0xx11) 523-8822.

ALGUMAS SUGESTÕES DE LIVROS SOBRE A CARREIRA:
Manual Prático da Secretária Executiva
Autora : Maria Liana Castro Natalense
Preço: R$ 79,50
Editora IOB

A evolução do papel da secretária
Autores: Maria Madalena B. Nunes, Marcos F. de Araújo e Angela Hum Themra
Preço : R$ 11,00
Editora Senac

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O profissional do futuro é o que "faz acontecer"

"Experiência não quer dizer nada. O entrevistador, muitas vezes, busca pessoas que tenham vontade de fazer acontecer". Por mais estranho que possa parecer, essa é a constatação de Izabel Cortez, diretora de recursos humanos da Microsoft, uma das mais experientes profissionais do ramo de Tecnologia da Informação. Durante a 6º Expo Centro de Integração Empresa Escola (CIEE), realizada sexta-feira (07/06), no Centro de Convenções Rebouças, ela fez várias recomendações para quem quer trabalhar no setor.

Segundo ela, os pré-requisitos para quem quer entrar no mercado são: buscar fazer o que gosta; preparar-se, definir objetivos e metas, além de buscar aperfeiçoamento e informações. De acordo com Cortez, o profissional ainda precisa ter um bom senso crítico; procurar ajuda; ser coerente com seus princípios e valores. Para "fazer acontecer", a diretora de RH da empresa aconselha: o profissional precisa ter capacidade de realização.

Izabel Cortez ainda dá dicas de como o candidato à uma vaga na área de TI deve se comportar na hora da entrevista. Ela recomenda ficar tranquilo; ser transparente; organizar as idéias; fazer um planejamento do que achar importante falar e não deixar dúvidas para depois. A profissional da Microsoft ainda sugere que o candidato tenha o máximo de informação possível sobre o local de trabalho; ficar atento aos detalhes e ser um bom observador.


(Ana Paula Oliveira da Fonseca)


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Executivo e Secretária: Por que juntos?

Historicamente executivo e secretária sempre formaram uma dupla no trabalho. O que constatamos é que, do ponto de vista de desenvolvimento do trabalho dessa dupla, predominam os programas que contemplam isoladamente ou o executivo ou a secretária. Já em outros países, tais como Estados Unidos e Inglaterra, o treinamento conjunto do executivo e secretária faz parte dos planos de desenvolvimento gerencial, especialmente nas empresas de grande porte.

No Brasil de hoje essa tendência é bastante animadora, especialmente me função dos seguintes fatos:

Em algumas empresas a oferta de treinamento só para Gerentes atingiu um nível de exaustão de tal ordem que se torna necessária a introdução de novas metodologias que convençam esses Gerentes (e seus superiores) que treinamento pode trazer mudanças objetivas.

A função de secretária vem cada vez mais se enobrecendo e necessitando de treinamento nas áreas de trabalho comuns com o executivo.

Em geral a motivação das secretárias para participar de programas de treinamento e buscar efetivamente a mudança – especialmente em "assuntos mais nobres" – é bastante superior à dos executivos, na maioria das empresas.

A secretária como pessoa mais próxima, naturalmente desenvolve um conhecimento ímpar do trabalho do executivo, facilitando enormemente a delegação e a implantação de quaisquer novas idéias.

No processo de mudança, uma das fases mais importantes é a de follow-up/acompanhamento; e neste aspecto a maior disciplina da secretária é fundamental e benéfica para o executivo.

A "era da administração participativa" vem diminuindo a distância entre executivo e secretária, facilitando a execução de atividades que envolvam a dupla, simultaneamente.

Boa parte dos executivos já compreendeu que é fundamental uma melhor instrumentação gerencial da sua secretária, que detém uma grande dose de poder informal na organização.

As próprias secretárias já não se satisfazem mais em participar de programas de treinamento que enfatizam boas maneiras, redação, postura etc; elas clamam pelo enriquecimento do seu cargo.

A unidade de treinamento só tem a ganhar, do ponto de vista de visibilidade, programando atividades que envolvam executivo e secretária. Além dos resultados, vale salientar que as secretárias não economizam elogios quando as coisas correm bem (e treinamento precisa desse marketing).

Estes fatores parecem indicar a necessidade de treinamento conjunto executivo/secretária. Quais seriam as condições ideais para que este treinamento pudesse ocorrer, ou como torná-lo possível e viável:

a) que houvesse uma disposição clara da organização em fortalecer a função da secretária, inclusive com aumento do nível de delegação, enriquecimento de tarefas e mudança de status.

b) que o assunto objeto de treinamento fosse algo que fizesse parte do dia-a-dia do executivo e no qual a secretária pudesse ajudar ou influenciar (Administração do Tempo, por exemplo). O processo de identificação dos assuntos/temas deve envolver, obrigatoriamente, a dupla.

c) que a metodologia do programa seja orientada para o fornecimento de informações e instrumentos para a secretária relativos aos temas selecionados, de modo que quaisquer sugestões possam, de imediato, ser propostas à chefia.

d) que executivo e secretária estejam lado a lado apenas durante o período em que se estabelece as "regras do jogo" para o trabalho da dupla. Em alguns casos, pode-se passar um filme curto ou comentar o processo de feedback.

e) que o responsável pela execução do programa tenha credibilidade para fazê-lo, tanto junto aso executivos como perante a secretária (concordamos que isto não é fácil).

f) que o "convencimento" relativo à presença do executivo na parte final do treinamento seja desenvolvido especialmente pelas secretária, ficando a unidade de treinamento apenas com a função de apoio e acompanhamento.

g) que o treinamento não seja abordar um só assunto e uma única vez. É importante que haja uma seqüência de temas, com objetivos claros e que as datas estejam previamente definidas ao longo do ano (afinal a dupla é muito ocupada).

h) que não se misture na mesma turma secretárias de muitos níveis hierárquicos; sugerimos dois níveis, pois isto permitirá o intercâmbio de experiências e sinergia, sem ferir suscetibilidades hierárquicas.

i) finalmente que, após 4/5 temas, seja programada uma avaliação do programa, envolvendo executivos e secretárias, separadamente

Imaginamos 8 horas de duração total para cada tema. Os temas que nos parecem mais adequados: Negociação, Administração de Conflitos, Administração do Tempo, Papéis e Funções do Executivo e Secretária, Processo Decisório, Delegação, Redução de Custos, Informática: A Interação Executivo e Secretária.

Consideramos importante evitar a presença lado a lado em sala de aula do executivo e secretária, pois tal estratégia ainda é inibidora. O ideal é reservar o período final do treinamento para um contato a dois, com privacidade, quando então a secretária apresentará sugestões para mudança quanto ao tema em questão e tentará definir um programa de trabalho de comum acordo (elaborando o chamado contrato técnico/psicológico).

É nossa profunda convicção que uma das iniciativas mais inovadoras e de mais rápido retorno é o treinamento da dupla executivo/secretária. A nosso lado estão os Gerentes de Treinamento de mais de 50 empresas clientes que desenvolveram programas semelhantes.

Consultor - L. A. COSTACURTA JUNQUEIRA / VICE PRESIDENTE DO INSTITUTO MVC – M. VIANNA COSTACURTA ESTRATÉGIA E HUMANISMO


http://www.institutomvc.com.br/costacurta/artla53_exec_secr.htm


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